Todo mundo já sabe. O mercado publicitário investe bilhões baseado no Ibope nacional. O Ibope em tempo real nacional não existe. O que existe e que praticamente manda em tudo é o Ibope em tempo real de São Paulo. O Ibope em tempo real de São Paulo é medido por 700 e poucos aparelhos. Ou seja, bilhões de reais do mercado publicitário são investidos de acordo com o gosto de 750 famílias contratadas, sabe-se lá como. Por tudo isso, o Ibope permite que a gente acredite no que faz sentido e duvide do que não faz. Ontem, por exemplo, foi duro acreditar que a grelha do George Foreman estava dando 4 pontos. Mas quando o Pânico deu 7 de média e 11 de pico, aí a gente acreditou. Aliás, o programa teve 3 momentos de grande subida: Ídalos e Dançando com os Políticos, o vídeo da SAbrina (que chegou a 10) e a festa de Vesgo e Silvio em Canela, que bateu 11, arredondando os decimais. Tudo isto ainda é uma prévia. Fato é que, enquanto os outros programas recebem bem, nós começamos quase do zero. Temos que construir nossa audiência do nada, levantando cada ponto na mão. Com tantos breaks comerciais, longos, com tantas ações de merchandising, ainda assim, o programa levanta 10 pontos, de 1 a 11. Obrigada a você que prestigia o programa.
O Pânico é feito para divertir as pessoas bem-humoradas, entreter os telespectadores inteligentes e polemizar com todos os outros, inclusive com as pessoas rígidas de corpo e mente que não conseguem aceitar nada que lhes pareça diferente. Tem pra todos. Até os revoltados profissionais que muito reclamam, pouco fazem e nada compreendem têm direito ao lazer do domingo.
Bom dia."
Fonte:
Querido Leitor / Rosana Hermann
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